segunda-feira, setembro 29, 2008

Filme "Desmundo"


Por volta do ano de 1570, período em que se falava o português arcaico, chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que lhe dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta.

Algumas considerações acerca da Lei 11.340, de 07.08.2006, "Lei Maria da Penha” No dia 7 de agosto de 2006, foi sancionada a lei n.º Lei 11.340, que "cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências".A sanção dessa lei representa, assim, um avanço na proteção da mulher vítima de violência familiar e doméstica, incluindo-se, também, uma inovação legal quanto às formas familiares já positivadas.

O filme retrata o sofrimento a as injustiças que eram impostas às mulheres daquela época onde as mulaeres eram vista como objeto de uso e ainda deixa claro que o capitalismo imperava o que está presente nos dias de hoje. O poder estava nas mãos de quem tinha posses e a igreja católica tinha uma grande força na sociedade.

segunda-feira, setembro 15, 2008

27ª Feira do Livro

Este é um evento promovido anualmente pela Câmara do Livro do Distrito Federal. O tema da feira para este ano será Palavras mudam o mundo. Serão 10 dias em que atrações como estandes de livros, mini-conferências, bate papo com escritores e programação para crianças - contato com contadores de estórias, por exemplo – estarão à disposição dos moradores do DF no shopping Pátio Brasil.
A Feira do Livro de Brasília é hoje um dos maiores eventos do gênero na América Latina. Em sua primeira edição, em 30 de outubro de 1982, a Feira já dava sinais de que se tornaria uma referência entre livreiros, bibliotecários, editores e os leitores de diferentes partes do Brasil. Em 2007, mais de 600 mil pessoas passaam pela Feira do Livro de Brasília, participando de atividades culturais, oficinas, palestras, workshops e apresentações teatrais e musicais.A edição de 2008 da Feira do Livro homenageia o escritor e poeta amazonense Thiago de Mello, 82 anos. De acordo com o presidente da Câmara do Livro do DF, Valter Silva, o autor foi escolhido porque seu trabalho tem relação com o tema adotado para a 27ª edição do evento. "O nosso homenageado tem trabalhado em função de mudar o planeta junto à preservação do meio ambiente. Mudar o mundo com palavras só depende da gente. Então sustentabilidade, amor, esperança, são palavras que, se a gente colocar em prática, conseguiremos mudar o planeta".( Matéria do Correio Brasiliense do dia 28/08/08)

quarta-feira, setembro 10, 2008

Gêneros e Tipos Textuais

Segundo Maria Lucia Fabrício de Andrade (UNESP) Comunicar-se eficientemente parece, a princípio, algo fácil e simples a qualquer indivíduo, dada a agilidade e a habilidade que todos têm de usar a linguagem.
No entanto durante esse processo realizado automaticamente, ou seja, sem uma real consciência do que subjaz à competência lingüística, não se questiona a seqüência de passos a percorrer para que se consiga realizar o complexo ato de comunicação por meio da língua.
Nesse sentido a comunicação seria extremamente difícil se, como diz Bakhtin (1997, p. 302), os indivíduos não dominassem os gêneros de discurso se tivessem de criá-los no processo de fala. As dificuldades da criação de um gênero a cada construção de enunciado de modo totalmente livre seriam sentidas na perda da agilidade do processo. Daí ser necessário admitir, com Bakhtin, que a língua se realiza por meio de enunciados (orais ou escritos).
Os gêneros são entidades comunicativas e se classificam de acordo com a situação na e para a qual são produzidos. Já os tipos são entidades formais, ou lingüísticas. Ou seja: os tipos são definidos e classificados por seus traços lingüísticos predominantes.
Gêneros textuais: realizações sociocomunicativas (ligado a finalidade);
Tipos textuais: realizações linguísticas (estruturais formais e organização interna do verbo narrativo, descritivo).

Textos Humorísticos

Trabalhar com textos humorísticos em sala de aula pode ter várias utilidades: 1) atrair o interesse dos alunos para a aula, já que serão utilizados materiais que muito provavelmente eles gostarão de ler; 2) refletir sobre os juízos de valor, os preconceitos, enfim, os problemas da sociedade, que, muitas vezes, servem de base para a construção desses textos; 3) chamar a atenção para os aspectos lingüísticos que ajudam a provocar o efeito de humor. Com relação a isto, em “Aprendendo a escrever (re) escrevendo”, Possenti destaca alguns dos mecanismos explorados por esse tipo de material (brincadeiras com a ortografia, com as variedades lingüísticas, entre outros) e recomenda o uso desses materiais em sala de aula com o objetivo de explicitar os recursos lingüísticos que eles utilizam, de esclarecer em que situações eles ocorrem e até mesmo para mostrar alguns problemas do nosso sistema de escrita e tentar entender porque eles acontecem. Com base nisto, observemos, então, a seguinte piada.

No guichê da Rodoviária de São Paulo, o português presta atenção na forma como o brasileiro que está na sua frente pede uma passagem ao vendedor:
- Aparecida, ida.
Finalmente, chega a vez de o português pedir a sua passagem. Resoluto, certo de que aprendeu como deve proceder, ele se dirige ao vendedor:
- Ubatuba, uba.

Nessa piada, explora-se o preconceito de que os portugueses seriam ignorantes. Assim, sem saber como se compra uma passagem rodoviária, ele precisaria prestar a atenção em alguém para aprender como se faz isto. No entanto, quando o brasileiro pede uma passagem de ida para a cidade de Aparecida (“Aparecida, ida”), o que o português entende é que é preciso repetir as três últimas letras da cidade de destino e, por isso, diz “Ubatuba, uba”. Com efeito, são freqüentes as piadas que exploram algum tipo de
preconceito:

Na escola, a professora manda um aluno dizer um verbo qualquer e ele responde: Bicicreta. A professora, então, corrige: - Não é “bicicreta”, é “bicicleta”. E “bicicleta” não é verbo. Ela tenta com outro aluno: Diga um verbo! Ele arrisca: Prástico. A professora, outra vez, faz a correção: - Não é “prástico”, é “plástico”. E “plástico” não é verbo. A professora faz a sua última tentativa e escolhe um terceiro aluno: Fale um verbo qualquer! - Hospedar. A professora comemora: - Muito bem! Agora, forme uma frase com esse verbo. – Os pedar da bicicreta é de prástico.
Muito provavelmente, a piada chamará a atenção dos alunos e eles a acharão engraçada. Entretanto, o que produz este efeito de humor?
Marcos Bagno, em sua obra A língua de Eulália (Editora Contexto, 1997), discute situações parecidas com a explorada na piada acima, em que o simples fato de alguém falar diferente (com relação à fala culta) soa engraçado, servindo como motivo de piada. No livro (trata-se de uma novela sociolingüística), o lingüista constrói uma personagem, Eulália, que fala “semelhante” ao modo apresentado na piada (semelhante, não idêntico, pois as piadas baseiam-se em estereótipos, nunca em representações lingüísticas fiéis à realidade).
No entanto, Bagno mostra que, de engraçado, a fala de Eulália não tem nada. Utilizando como exemplo os “erros” encontrados na piada exposta acima, podemos fazer uma analogia com os exemplos dados pelo lingüista e descobrir que quem fala “bicicreta” e “prástico”, na verdade, segue uma tendência natural da língua: trocar o “l” pelo “r” em encontros consonantais. Para comprovar isto, o lingüista apresenta trechos da obra de Camões, José de Alencar e de Machado de Assis que contêm exemplos desse fenômeno (denominado rotacismo), considerado por muitos como coisa de caipira... A piada também serve para deixar claro aos alunos que há construções gramaticais diferentes, mas regulares, como marcar o plural apenas no determinante: “Os pedar da bicicreta é de prástico”.
Na obra citada, Bagno trabalha também este aspecto e explica que esse tipo de construção faz parte da gramática do português não-padrão, que, de acordo com o livro, é a língua falada pela maioria pobre e analfabeta do povo brasileiro, em oposição ao “português padrão”, a língua a que uma pequena parcela da população tem acesso.
O objetivo de um trabalho na escola que discuta a existência do português não-padrão é explicar os erros dos alunos, o que implica, nas palavras de Bagno, “que o português não-padrão deixe de ser visto como uma língua ‘errada’ falada por pessoas intelectualmente ‘inferiores’ e passe a ser encarado como aquilo que ele realmente é: uma língua bem organizada, coerente e funcional”.

sexta-feira, julho 25, 2008

Encerramento do Semestre


Assistimos um vídeo sobre o poema de Cecília Meireles “só é velho quem deixa de sonhar” ao som de Osvaldo Montenegro.
Pausa para o lanche e comemoração dos aniversariantes do semestre, em seguida participamos de uma dinâmica muito interessante:
a) O que eu compro do colega?
b) O que eu peço emprestado do colega?
c)O que eu dou ao colega?
Considero essa dinâmica uma das melhores socializações; com isso não preciso dizer o quanto foi bom certo?
Enquanto isso fica a saudade!

quinta-feira, julho 24, 2008

Estudo Temático: Ortografia

"Se pensamos no aprendiz das séries iniciais,devemos então ter bom senso: em lugar de nos assustarmos quando ele escreve qualquer palavra que contenha irregularidades, mais útil será ajudá-lo a dominar, pouco a pouco, a escrita das palavras (com dificuldades irregulares) que, por serem frequentes, são de fato importantes."
Artur Gomes de Morais

Neste encontro recebemos um colega novo, não de curso ,mas de turma.
Foram entregues os seguintes textos: o que aprender de ortografia? Para que ensinar ortograia?; Uma reflexão sobre as normas ortograficas. (Artur Gomes de Morais) e O papel da fonética e da fonologia no ensino da língua (Liliane Jaqueline Guimaraes Ribeiro).

Estranho mesmo foram as frases de um ditado que os tutores ditaram! Imaginem nossas reações ao escrevermos A fatiba vebo podabe”,"Maria linfou o jamoso peixaral" “O circuxento ortecujou a jimalha". Assim iniciou nosso estudo sobre ortografia, a distinção entre o que é regular e o que é irregular na organização da ortografia e conscientizar os professores da necessidade e prioridade no trabalho escolar,à formação de alunos que possam ler e produzir textos sinificativos.
Em seguida recebermos cópias da revista Chico Bento com a história o orador da turma, iniciou uma leitura e dramatização da mesma por quatro pessoas. Nesta leitura ficamos sabendo o que seja um ALOFONE que nada mais é do que a variação de fonema, mesma escrita com pronuncia diferente. Ex: [t/ia] e [tia]- tia na pronúncia nordestina e tia normal. E uma reflexão sobre lingüística usando o texto do Chico Bento.
Houve estudo do texto O papel da fonética e da fonologia no ensino da língua; com ênfase na diferença entre fonética e fonologia habilidades necessárias para o apreender da escrita.

Fonética lida com a realidade física dos sons, já a Fonologia tem como propósito 'organizar' esses sons.


Letramento Digital

Objetivo do encontro: Despertar para a necessidade do letramento digital dos professores, capacitando-os para as práticas sociais e os eventos de letramento no âmbito das novas tecnologias de comunicação.

"...o mais recente desafio pedagógico que se coloca para educadores e lingüistas:letrar digitalmente uma nova geração de aprendizes, crianças e adolescentes que estão crescendo e vivenciando os avanços das tecnologias de informação e comunicação."(Antônio Carlos dos Santos Xavier)

Um encontro proveitoso porque o Maurício socializou conosco sua experiência com os tutores do projeto -PRÓ-LETRAMENTO - de Manaus.Foi realizada uma leitura reflexiva sobre o texto: Letramento Digital e Ensino de Antônio Carlos Santos Xavier, UFPE. Do texto foram retirados alguns pontos importantes, como: O avanço da tecnologia da informação, proporcionando economia de tempo, Fóruns eletrônicos, como oportunidades de discutir temas de interesse social. (eventos de letramento),cartão magnético, caixa eletrônico.E para acompanhar esses aprendizes audaciosos da geração digital,o professor precisa mudar seu perfil e sua prática pedagógica. É justamente através desses debates que temos a oportunidade de nos interagirmos melhor com todos os participantes do curso;a cada aula descubro mais e mais conhecimentos.Nesta aula também escolhemos como será uma das avaliações, a minha está sendo este blog, umas formas que encontrei para aprender mais sobre letramento digital.